DoContra

…algo sobre a inviabilidade da sobrevivência…

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Imperialismo

Publicado por docontra em Julho 27, 2007

Ação das forças americanas deixa 17 mortos em Kerbala, no Iraque (http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u315693.shtml)

27/07/2007 – 17h23 – da Folha Online

O Exército dos Estados Unidos afirma ter matado cerca de 17 “insurgentes” (insurgente ótimo!)

….. As autoridades iraquianas, porém, afirmam que há civis entre os mortos e que ao menos 23 pessoas ficaram feridas.

 

……. Os confrontos começaram na madrugada desta sexta-feira, quando as forças especiais dos elevando o número de vítimas para ao menos 31 mortos e 104 feridos.

26.jul.07 – Fadhil Maliki/AP
Iraquianos limpam os estragos causados por ataque suicida contra torcedores de futebol
Iraquianos limpam os estragos causados por ataque suicida contra torcedores de futebol

…. Em outros incidentes, mais de 20 pessoas foram mortas ou encontradas mortas em todo o Iraque nesta sexta-feira, dia de descanso e orações para os muçulmanos….

…. Sete policiais de uma patrulha foram mortos por uma bomba de beira de estrada em Samarra, 100 km ao norte de Bagd….

… A polícia informou ainda que encontrou sete corpos na região de Bagdá, supostas vítimas da violência sectária que atinge o país, e que duas bombas de morteiro mataram uma mulher e feriram duas outras pessoas, incluindo uma criança ….

… duas pessoas morreram e outra ficou ferida em um ataque de foguetes que destruiu uma casa no sul de Kirkuk….

Americanos
Caetano Veloso

Americanos pobres na noite da Louisiana
Turistas ingleses assaltados em Copacabana
Os pivetes ainda pensam que eles eram americanos
Turistas espanhóis presos no Aterro do Flamengo
Por engano
Americanos ricos já não passeiam por Havana
Viados americanos trazem o vírus da aids
Para o Rio no carnaval
Viados organizados de São Francisco conseguem
Controlar a propagação do mal
Só um genocida em potencial
– De batina, de gravata ou de avental –
Pode fingir que não vê que os viados
– Tendo sido o grupo-vítima preferencial –
Estão na situação de liderar o movimento para deter
A disseminação do HIV

Americanos são muito estatísticos
Têm gestos nítidos e sorrisos límpidos
Olhos de brilho penetrante que vão fundo
No que olham, mas não no próprio fundo

Os americanos representam grande parte
Da alegria existente neste mundo

Para os americanos branco é branco, preto é preto (e a mulata não é a tal)
Bicha é bicha, macho é macho
Mulher é mulher e dinheiro é dinheiro

E assim ganham-se, barganham-se, perdem-se
Cocedem-se, conquistam-se direitos
Enquanto aqui embaixo a indefinição é o regime

E dançamos com uma graça cujo segredo nem eu mesmo sei
Entre a delícia e a desgraça
Entre o monstruoso e o sublime

Americanos não são americanos
São velhos homens humanos
Chegando, passando, atravessando
São tipicamente americanos

Americanos sentem que algo se perdeu
Algo se quebrou, está se quebrando

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Quem tinha que ouvir…

Publicado por docontra em Fevereiro 4, 2007

Por favor, dileto leitor, não creie que qualquer dos editores “DoContra” perca seu tempo lendo o blog do jornalista abaixo… mas é que desta vez ele foi bem em sua ironia. Melhor, ele não. Seus patrões! 

03/02/2007  – Josias de Souza

As manchetes deste sábado

 

- Folha: Cientistas prevêem futuro sombrio para a Terra

- Estadão: Aquecimento global é irreversível

- Globo: S.O.S. planeta

- Correio: Aquecimento global é irreversível, alerta ONU

- Valor: Indústria do petróleo caça mão-de-obra especializada

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Voz

Publicado por docontra em Outubro 9, 2006

O trecho abaixo está em ensaio/artigo de Fábio Malini, professor da UFES e doutorando de Comunicação e Cultura pela UFRJ. O ensaio pode ser encontrado em: http://www.rits.org.br/redes_teste/rd_tmes_set2006.cfm … O conselho editorial DoContra acredita não ser necessário qualquer comentário a respeito.

“Num bairro pobre de Lima, um grupo de mulheres organizou um mercado. Nele havia um gravador e alto-falantes, que apenas o administrador utilizava. Com a colaboração de um grupo de apresentadores, as mulheres do mercado começaram a usar o gravador para saber o que os habitantes do bairro pensavam sobre o mercado, para tocar música nas festas e para outros fins. Até que a censura se apresentou, na figura de uma religiosa que ridicularizou o jeito de falar dessas mulheres e condenou a ousadia de pessoas que, “sem saber falar”, atreviam-se a usar dos alto-falantes. Provocou-se assim uma crise; durante algumas semanas, as mulheres não quiseram saber mais do caso. Algum tempo depois, porém, o grupo de mulheres procurou os apresentadores e afirmou: “Pessoal, a gente descobriu que a religiosa tem toda a razão; a gente não sabe falar, e nesta sociedade quem não sabe falar não tem a menor possibilidade de se defender nem pode nada. Mas a gente também passou a entender que com a ajuda desse aparelhinho aqui – o gravador – a gente pode aprender a falar”. Desde esse dia as mulheres do mercado decidiram começar a narrar suas próprias vidas; deixando de usar o gravador apenas para escutar o que os outros diziam, elas passaram a usá-lo para aprender a falar por si próprias.” (MARTIN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações – comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: EDUFRJ, 1997, p.257).

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