DoContra

…algo sobre a inviabilidade da sobrevivência…

Posts de Setembro, 2006

de poeta pernambucano

Publicado por docontra em Setembro 30, 2006

“Eleição é apenas o dia marcado

para o povo abestalhado

escolher a marca da vaselina

com que vai ser enrabado”

(publicado na coluna do Zé Simão, FSP, 30 de setembro)

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porque era preciso falar sobre…

Publicado por docontra em Setembro 20, 2006

…sexo…

O que dizer sobre a razão do viver? A verdadeira razão do viver, que está ao lado apenas do medo da morte? ( … ) Verdade? Falei em verdade? A única verdade absoluta que há é o fato dela não existir. Falei em morte, mas nem ela é verdade, por ser a razão do mistério. E mistério me faz voltar ao sexo.

Contraditoriamente, li Foucault. Sei deste tempo de disciplina sucedido pelo do controle. Sei da construção social (ao longo da História) do nosso entender a sexualidade… e a loucura. E sei que buscamos a confissão – padre, psicólogo, blog! E sei que isso se constitui dentro de uma relação de poder. E li Hannah Arendt para saber que, apesar de tudo isto ter relação com o poder, não o constrói por não ser política. … Dito isto, vou fazer a confissão.

O DoContra disse em editorial e eu, como colaborador concordo, que é favor da busca desmedida pelo prazer. Nós, DoContra, somos a favor da plena realização do prazer sexual, desde que de forma livre e consensuada.

Quase iniciei uma frase sobre os/as meninos/as por quem me apaixono, mas este não é o lugar. Confissões estão nas entrelinhas…

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We fuck the world

Publicado por docontra em Setembro 20, 2006

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…mais uma do poeta medíocre

Publicado por docontra em Setembro 20, 2006

13/08/1953

foco

Busco?
Todos estão a buscar algo!
sigo…
digo o que quero
sem o saber
sigo…
sonho
sono
e a profunda sensação de que nada basta

(se nada basta)

nada presta
Inviável ser
necessidade irrecusável do ter
sigo…
sonho…

minto.

 

(fjdp. *1914 +1984)

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Justaday

Publicado por docontra em Setembro 9, 2006

We can make it now!

But…

What do we wanna make now, at instance?

Vou seguindo um choro sem fim

sentindo velhos sambas retumbarem meu peito

vendo o mundo girar… tento segui-lo

foram-se as horas e os dias e aqueles amigos da infância

ficam as horas e os dias e as ilusões bem-vindas

But I realy don’t know where I wanna go…

apenas sigo estrada perdida

entres teclas e o sol que se põe tímido à janela

nada mais cham’atenção

nem a manchete real e dura:

na nossa cara, a inviabilidade da vida

e em meus olhos além…

a imagem nítida de quem tem medo de amar!

Escrito por FJDP, poeta morto, desconhecido exatamente por ser medíocre

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Mãos dadas, Drummond

Publicado por docontra em Setembro 8, 2006

Realista, mas sem perder a esperança… cabe aqui? Não sei!

 

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Ouça o poeta em: http://www.memoriaviva.com.br/drummond/poema019.htm

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Sociedade do Controle

Publicado por docontra em Setembro 5, 2006

Leia o excelente texto do filósofo Gilles Deleuze (1925-1995) sobre o nosso tempo.

Deleuze, Gilles. Post-Scriptum sobre as Sociedades de Controle. In.: Conversações: 1972 – 1990. Rio de Janeiro: ed. 34, 1992, p.219-226. Tradução de Peter Pál Pelbart da edição francesa de Pourparles, 1972 – 1990. Paris: Minuit, 1990. Publicado originalmente em L’Autre Journal, nº 1, maio de 1990.

http://br.geocities.com/guaikuru0003/deleuze_pos_scriptum.html

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Bebe negão

Publicado por docontra em Setembro 5, 2006

Bebe Negão

Renato Fechine

Composição: Renato Fechine

É isso aí meu povo,acorda pa tumá gagá,lasca!!
Hoje num tem gogogó nem dança di rato
ô mulé to cumenu agua viu,hum,tô não!!
Pur que ô mu Deu!!

Hoje eu acordei pra bebê (BEBE NEGÃO)
Hoje eu acordei pra biritá/ô mô Deu ( BIRITA NEGÃO )
Hoje eu acordei pra cumê agua (COME NEGÃO)
Hoje eu acordei pra mamar/ô mu bem ( MAMA NEGÃO )

ô vô bebê pa isquecê meus pobrema ôôô(BEBE NEGÃO)
ô vô bebê pa isquecê minhas dividas(BEBE NEGÃO)
ô vô bebê pa isquecê minhas ângustria oi (BEBE NEGÃO)
ô vô bebê vo jogar aligria mo deu o mo deu (BEBE NEGÃO) ô mô Pai(bebe negao)

Elva doce, milome, pitu e rainha o muié(BEBE NEGÃO)
51 e caninha da roça (BEBE NEGÃO)
Natunobilis, campari, ceuveja e vodka o barba deu(BEBE NEGÃO)
Que é pa acalmar o mô coração sofredor (BEBE NEGÃO)

ô vô bebê pa isquecê meus problemas o (BEBE NEGÃO)
ô vô bebê pa isquecê minhas angústria o mo deu (BEBE NEGÃO)
ô vô bebê pa isquecê minhas dívida o mo pai (BEBE NEGÃO)
ô vô bebê pa isquecê o Seara e SPC mo bem(BEBE NEGÃO)o mo deu(bebenegao)

Esse solo vai po gerenti du meu bancu
doido pra ganha em cima dele sabe?pule com os doi pé cum dois pé um a Vai miseravel, bota manchete misera
amanhã de manhã acordo cedinho oí
So um sorrisal pra rebater
mocotózinho cum fato
So um sorrisal pra rebater
uns carinhozinho de umas e outras ô muleque
So um sorrisal pra rebater
vai cuidar do teu marido mizera
Só um sorrisal pra rebater

ô vô bebê pa isquecê meus pobrema (BEBE NEGÃO)
ô vô bebê pa isquecê minhas divida (BEBE NEGÃO)
ô vô bebê pa isquecê meus comprexos o mo pai(BEBE NEGÃO)
A crise monetária internacional o mo bem(BEBE NEGÃO)
Pra concruir a batida da lage o mo deu(BEBE NEGÃO)
Esquecer os marmanjos que querem azarar minha mule picula porra(BEBE NEGÃO)

Pra que minha vizinha me tenha respeito mo deu o mulé ruim(bebe negao)omo deu(bebe negao) o mo pai
Ô mulé ruim (BEBE NEGÃO)

Ouça a música, por favor!!!

O wordpress não me deixou ‘lincá’ a muszga aqui… mais prucura aí que ocê acha!

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