DoContra

…algo sobre a inviabilidade da sobrevivência…

A mídia, a contra-mídia e este blogue

Publicado por docontra em abril 28, 2011

Pois é… a despeito do último editorial (que terminou lembrando o casamento real), estava pronto para escrever sobre a baboseira novelesca da monarquia inglesa. Foi aí que resolvi dar uma olhadinha no Blog do Sakamoto e ele já tinha escrito o que eu queria escrever.

E olha que o grupo DoContra colocou no editorial que alguns de nós têm lido e se influenciado com outros blogues, fugindo do nosso propósito. E o Sakamoto foi citado. Queria falar da mídia e do complexo de colonizado. O Sakamoto disse. Então, leia o que ele disse:

http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/04/28/reis-rainhas-kate-e-o-cachorro-manco/

Vale a pena!

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retomando…

Publicado por docontra em abril 28, 2011

Já que o abuso é regra - como diria Brecht – nós, DoContra, voltamos ao ofício. Chega um momento em que a preguiça toma conta; ou que nos achamos inúteis; ou que usamos a droga do otimismo e nos esquivamos de lutar. Aí, acordamos! E voltamos à tona. Nosso pequeno grupo resolveu se re-unir e tentar, pela enésima vez, criar um movimento constante no blogue DoContra. Estamos novamente engajados a seguir o que nos propusemos nos dois primeiros editoriais. É difícil, pois alguns de nós têm se envolvido com a política mais do que julgaríamos saudável. Alguns de nós encontraram no ex-presidente um ídolo a seguir. Outros, estão felizes da vida com o poder de consumo que atingiram. Todos reconhemos os avanços do Brasil nas últimas décadas. Temos lido Paulo Henrique Amorim em seu Conversa Afiada; o Tijolaço do Brizola Neto; ou o blog do Sakamoto. E isso influencia pra ca.ra.lho!

Porém, temos o comprimisso firmado de sermos DoContra. Seguiremos coerentes ao nosso apelo de independência. E, antes de seguir com a ladainha, aí vai uma musiquinha pra ilustrar a semana do casamento real na Inglaterra e também o tanto de bobagens que temos visto no Facebook:

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Segue a campanha…

Publicado por docontra em dezembro 2, 2009

…contra a imprensa tucana (com o perdão do pleonasmo).

Veja, a última flor do FASCIO, ainda terá coragem de defender Arruda? E o Oktavio entrando numa Frias, vai continuar com sua Folha em defesa da demotucanocracia?

No blogue do Paulo Henrique Amorim, uma ótima enquete pergunta: “com o afundamento do P36-Arruda, quem deveria ser o vice do Zé Pedágio?” – vá lá e vote: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=14820

Seguem mais chages e imagens da campanha:

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O Ministro e seus membros

Publicado por docontra em dezembro 2, 2009

Exaltado frente às acusações infundadas de dois jornalistas, o Ministro Juca Ferreira (Cultura) saiu-se com a seguinte frase: “Meu pinto, meu estômago, meu coração e meu cérebro são uma linha só.” Foi uma resposta ao repórter que questionava seu indefectível modo de se expressar. Sobre o episódio, cabe aqui um parágrafo do ‘Elogio da Loucura’, de Erasmo de Rotterdam (1469-1536). Diz a Loucura, em primeira pessoa:

(…) em uma palavra, por mais sábio que possa ser, se quiser obter os prazeres da geração, é a mim, e somente a mim que ele deve recorrer.

Mas, por que não vos dizer, segundo meu costume, as coisas muito naturalmente? Dizei-me, peço-vos, é  a cabeça, o rosto, o peito, as mãos, as orelhas, é algum desses membros honestos que hengendra os deuses e os homens? Em absoluto. A parte que serve à propagação do gênero humano é tão doida, tão ridícula, que não saberíamos nomeá-la sem rir. No entanto, é dessa fonte sagrada, bem mais que dos números de Pitágoras, que decorre a vida de todos os seres.

Ao Ministro, a homenagem DoContra, por sua sadia Loucura de tentar fazer abrir os olhos contra a hipocrisia, o moralismo retrógrado, a dominação dos valores burgueses. Por sua gestão inconteste à frente das políticas públicas pela Cultura, entendendo-a como fator essencial à construção da soberania nacional e da identidade do brasileiro em meio à sua enorme diversidade de costumes, crenças, fazeres e saberes.

Juca, para ser ministro não é preciso ser eunuco, como afirmou em sua entrevista a Jotabê Medeiros. Mas, sim, ter na Deusa Loucura sua fonte inspiradora, pois só com paixão e entrega será possível mudar o quadro geral da nação. Quanto ao fato de alguns jornalistas serem pagos para mentir, lembre-se que muitos são pagos para calar.

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Não dá para ler

Publicado por docontra em dezembro 2, 2009

 

A imprensa aloprou

Alberto Dines (*)
Fonte:Observatório da Imprensa

A Folha de S.Paulo consegue se superar a cada nova edição. Mais surpreendente do que a publicação do abjeto texto de Cesar Benjamin (sexta, 27/11), sobre o comportamento sexual do líder metalúrgico Lula da Silva quando esteve preso em 1979, foi a completa evaporação do assunto a partir do domingo (29), exceto na seção de cartas dos leitores.
Num dia o jornal chafurda na lama, dois dias depois se apresenta perante os leitores de roupa limpa e cara lavada, como se nada tivesse acontecido. E pronto para outra.
Não vai pedir desculpas? Não pretende submeter-se ao escrutínio da sociedade? Não se anima a fazer um debate em seu auditório e depois publicá-lo como faz habitualmente? E onde se meteram os procedimentos auto-reguladores que as empresas de mídia prometem há tanto tempo quando se apresentam como arautos da ética? Não seria esta uma oportunidade para ensaiar algo como a britânica Press Complaints Comission (Comissão de Queixas contra a Imprensa)?
E por que se cala a Associação Nacional de Jornais? Este não é um episódio que põe em risco a credibilidade da instituição jornalística brasileira? Um vexame destas proporções não poderia servir de pretexto para retaliações futuras? Ficou claro que depois do protesto inicial (“Isto é uma loucura!”), o presidente Lula encerrará magnanimamente o episódio. A Folha, em compensação, enfiará o rabo entre as pernas.
Ninguém estrila
É bom não perder de vista o fato de que esta lambança de um jornal isolado será fatalmente estendida à mídia como instituição. E logo alimentará as inevitáveis desavenças da próxima campanha eleitoral. Isto não interessa aos que desejam preservar o resto de republicanismo desta imensa republiqueta nem àqueles que levam o jornalismo a sério e não querem vê-lo desacreditado, como acontece na Venezuela.
A verdade é que a imprensa brasileira aloprou, levou a sério sua proximidade com o show-business; a obsessão pelo espetáculo e pela “leveza” levou-a para o âmbito da ligeireza, vizinha da irresponsabilidade.
Por outro lado, o controle centralizado das redações associado ao terror de iminentes demissões em massa desestimula qualquer cautela e a mínima prudência. Ninguém estrila ou esperneia. Os jornalistas brasileiros, apesar de tão jovens, andam encurvados – de tanto dar de ombros e não importar-se.
Ano penoso
Há exceções, tênues, percebidas apenas pelos especialistas, porque nossa mídia – ao contrário do que acontece nos EUA e Europa – faz questão de apresentar-se indiferenciada, uniformizada, monolítica, sem nuances.
Este 2009 foi um ano penoso para a Folha, o jornal talvez prefira esquecê-lo. Mas seus parceiros de corporação deveriam refletir sobre o perigo de atrelar uma indústria ou instituição aos faniquitos juvenis de quem ainda não conseguiu assimilar os compromissos públicos de uma empresa privada de comunicação.
***
Em tempo: O recuo da Folha na edição de terça-feira (1/12) é ainda mais vergonhoso do que a denúncia da sexta-feira anterior. Colocar na boca do pivô do episódio que “o artigo de Benjamim é um horror” é uma manobra capciosa, covarde, para responsabilizar um articulista delirante e inocentar diretores irresponsáveis. A Nota da Redação, na seção de cartas, está atrasada quatro dias: pode satisfazer as dezenas de missivistas que se manifestaram, mas despreza os milhares que, horrorizados, leram o resto do jornal.

(*) Diretor do Observatório da Imprensa

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O fim do mundo e a droga de Brasília

Publicado por docontra em agosto 26, 2008

Aqui quem fala, após meses de distância, é o editor Brasil doContra. É que li um artigo num blog sério com o título ‘A Água de Brasília’. É sério o blog e também o artigo. Mas vou me permitir um excerto que, fora do contexto, pode parecer absurdo. É no mínimo muito engraçado.

Conta a história que um carioca descontente com a mudança da capital para Bras-ilha, resolveu vingar-se colocando nos mananciais que abastecem o planalto e a esplanada um poderoso alucinógeno, que tira das pessoas que ali trabalham a capacidade de apreender o mundo conforme ele se apresenta em realidade. Estaria aí a explicação de todos os males vividos por nosso país nas últimas décadas. Alienados pela droga, nossos governantes nunca poderiam perceber a iminência do fim do mundo.

Adorei a teoria. Eu até já havia pensado que na cadeira do presidente deveria haver algum tipo de seringa que injetasse nos glúteos do poder doses elevadas de ácido lisérgico ou algum opiácio. Porém, desisti de minha teoria ao ver brilhantes mentes revelando obviedades que insistiam em permanecer veladas após o uso de heroína, LSD ou um chazinho de cogumelo. Eu mesmo, depois de tomar um quartinho de doce (gíria para um pedacinho de papelão embebido em LSD), já tive visões esclarecedoras do mundo. Por exemplo, foi numa dessas viagens que percebi a inviabilidade da sobrevivência e decidi juntar-me a este não-blog.

Hoje, mesmo com os dramáticos diagnósticos e prognósticos e a falta de profilaxias viáveis, temos notícias de decisões que são tomadas em Bras-ilha sobre questões econômico-ambientais que apenas nos mostram a miopia do poder. Se não são capazes de buscar os remédios para a doença do planeta, que pelo menos parem as ações que só agravam seu quadro clínico.

O problema é que os poderosos estão mesmo é enlouquecidos pela droga do capital. Esse é o alucinógeno que os impede de ver o que já está alarmado em relatórios e pesquisas.

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Amiri Baraka – Somebody blew up America

Publicado por docontra em junho 26, 2008

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A ingaia ciência

Publicado por docontra em maio 13, 2008

Carlos Drummond de Andrade

A ingaia ciência

A madureza, essa terrível prenda
que alguém nos dá, raptando-nos, com ela,
todo sabor gratuito de oferenda
sob a glacialidade de uma estela,

a madureza vê, posto que a venda
interrompa a surpresa da janela,
o círculo vazio, onde se estenda,
e que o mundo converte numa cela.

A madureza sabe o preço exato
dos amores, dos ócios, dos quebrantos,
e nada pode contra sua ciência

e nem contra si mesma. O agudo olfato,
o agudo olhar, a mão, livre de encantos,
se destroem no sonho da existência.

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Ciência

Publicado por docontra em maio 12, 2008

“Quando se imagina que a ciência nos ajudou a vencer o terror do desconhecido na Natureza, somos escravos das pressões sociais que essa mesma ciência criou. Quando nos convidam a agir independentemente, pedimos modelos, sistemas, autoridades. Se quisermos verdadeiramente emancipar o homem do medo e da dor, então a denuncia do que hoje se chama razão e ciência é o melhor serviço que a razão pode prestar.”

Horkheimer

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Eu, heim?!

Publicado por docontra em abril 18, 2008

Movimento São Paulo Nunca Mais

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